Pupilo de Roberto Cyborg valoriza vida de atleta que tem nos EUA

Felipe Porto se dedica apenas a arte suave em solo norte-americano

Uma das grandes promessas do Brasil na faixa-roxa, Felipe Porto Schiavon reside nos Estados Unidos há mais 2 de anos onde treina ao lado de nada menos do que Roberto Cyborg, um dos maiores nomes do Brasil e do mundo quando o assunto é Jiu-Jitsu. Habituado a vida nos Estados Unidos, o lutador passou por algumas dificuldades até se adaptar ao estilo de vida norte-americano, porém já está mais do que acostumado à nova vida:

— No começo foi difícil até aprender a falar inglês. Tive que trabalhar em outros lugares fora da academia, mas depois de uns meses comecei a ter oportunidade dentro da academia e as coisas começaram a melhorar.

Felipe é natural da cidade de Jacareí, interior de São Paulo. O então atleta começou na modalidade com apenas 14 anos até decidir se tornar um lutador profissional de Jiu-Jitsu. Como faixa-roxa, o lutador possuí como principais conquistas os títulos do New York Open e o duplo ouro do American Nationals, com e sem kimono, além de ter medalhado em diversos torneios da IBJJF, tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos, país no qual consegue se dedicar integralmente ao esporte:

 — No Brasil eu acho a base do Jiu-Jitsu muito forte, mas aqui o a modalidade está ficando muito mais desenvolvida. Os treinos são programados com base em um currículo muito mais avançado, e a valorização é muito maior. Nos EUA o atleta consegue viver só treinando, fazendo dinheiro com as competições e na academia dando aulas ou ajudando os professores. Já no Brasil é muito difícil por diversos fatores, são poucos os atletas que tem uma boa estrutura no Brasil, embora acredite que um dia essa situação vai melhorar e muitos atletas vão poder viver bem com foco apenas no esporte sem se preocupar e se matar trabalhando para colocar comida na mesa.

Lutador da Fight Sports, em Miami, Felipe lutou recentemente no SubStars quando derrotou Matheus Bloemer de forma impressionante no evento. Pupilo de Roberto Cyborg, Felipe tem buscado aprender ao máximo com o mestre e companheiros de academia. Além do foco nos treinos nos tatames, e a preparação física, Felipe tem buscado aprimorar seus dotes como professor, tanto de adultos, como de crianças.

— O Cyborg pra mim é um dos atletas mais profissionais no esporte e um excelente líder de equipe. Hoje temos mais de 40 filiais no mundo inteiro e muito mais está por vir. Ele é um grande parceiro, sempre me ajudou com tudo que eu precisei, assim como todo mundo na academia, pra mim é o cara que todo atleta tem que se espelhar! — declarou o atleta ao falar sobre o mestre.

Embalado pela vitória no SubStar, Felipe Porto agora volta as atenções para a disputa do Pan No Gi, evento organizado pela IBJJF que acontece entre os dias 14 e 15 de setembro em Nova York.

 

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